terça-feira, 9 de agosto de 2011

Days passing away


Algum tempo sem exprimir pensamentos em um lugar que são deles, onde tem espaço pro que sinto, pro que penso, sem julgamentos ou qualquer negativação que a vida possa causar. Deixei de escrever e tem um tempo, tempo suficiente pra eu ter me tornado mãe ( o que não aconteceu), tempo de eu ter ido à algum país, aprendido a cultura local e voltado diferente, tempo de eu ter ganhado e perdido muitos itens, amigos, oportunidades, sentimentos... na percepção de vida aos meus olhos eu ganhei e perdi, acreditando que é assim que deva viver. Acontece que não viajei por aí, não me tornei mãe, nem tampouco consegui um emprego. Nada que eu possa contar que se deva ser acrescentado como conquista, a não ser que meu coração tenha alguém por quem dispara todos os dias, todas as manhãs, tardes, noites... e assim tem sido.
Viver é bom, e se apaixonar é bom, e viver apaixonado é bom, é ruim, é uma mistura de todas essas coisas, ter alguém que goste e cuide de você é como acordar todas as manhãs de um dia de verão, ou qualquer outra estação, ou todas elas... o verão passou, o sol passou a não vir cravando e dilatando, dourando as peles... o outono chegou, vi as folhas secando e caindo, vi esperança chegando e pessoas partindo. Notei sentimentos se alicerçando na vida, na vontade de vencer, de fazer bem e feliz, e essa estação tão marrom me fez perceber que logo após viria um pouco de frio, e eu teria que aprender a lidar com ele (a cada ano que passa o sol fica mais quente, e o frio mais lancinante, é incrível) e outras adversidades que fazem parte da vida. Tem dias que parece que eu não sei nada e nada aprendi, e nada vou conseguir. O frio passou, e agora estamos entrando na Primavera, estação essa dos românticos, das flores que caíram no Outono voltarem a reinar pelo mundo, trazendo esperança aqueles que acreditam que flores nos tornam mais vivos, as cores, a natureza, a forma de cada uma delas... elas estão renascendo, e com elas, eu.

Aquela que tanto renasce, que tanto aprende, que tanto muda, que nada consegue fazer, que talvez não tenha chegado o momento e precise aprender a entender isso. Sempre acho que não é minha hora... quando for eu vou saber, alguém vai me mandar um sinal, eu vou sentir. Eu sempre sinto. Eu não sei escrever, mas eu sei pensar (que bom?!)
Logo é Verão, e de Verão em Inverno eu continuo aqui, quase ali naquele lugar que tanto almejo, que tanto mentalizo, que se quantifica numa fórmula de quases e aquilos. Coisas sem formatos, porém com Vida!
Precisando cumprir umas obrigações, uns direitos, uns deveres, umas teses, umas próteses, umas sínteses, precisando muito e sempre de argumentos convincentes, precisando quebrar a cara pra aprender, pegar metrôs errados até achar o caminho de volta pra lá, praquele meu lugar, onde tudo o que habita são meus sonhos e planos futuros, onde notas musicais imperam, e as pessoas ao meu redor quase sempre me entendendo.
Lá eu não preciso ser amiga do rei, lá eu não vou sentir meu estômago sendo estraçalhado por borboletas assassinas e cruéis, onde meus amigos não sentem minha falta, onde não magoarei ninguém e ninguém terá o poder para o mesmo, onde não há contendas, onde eu não serei um problema, e sim, parte da solução.

Enquanto isso, eu permaneço na luta!
Almost a winner.

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