segunda-feira, 12 de abril de 2010

Good bye my almost lover

Incrível como a sensação de pensar na vida vem tão mais a tona quando tomo alguns goles de cafeína. Mas não aquela cafeína que se tem com muito gás como por exemplo em um refrigerante, bem mais específico quando se toma um cappuccino com chantilly. Um gesto tão simples, e que faz tanta diferença.
Me faz repensar valores éticos, morais, espirituais, que talvez seja errado, ou talvez seja certo, mas cafeína é especial. Pelo menos quando se tem a família por perto repitindo o mesmo gesto. Pode ser que nem seja a cafeína, ou o ar condicionado ambiente do local, há a possibilidade e quase certeza - e eu não descarto - da tristeza de mais uma despedida.
"Pai, porque a vida é assim? Se no meu coração não tem sentimento, porque quando alguém que eu gosto me diz tchau, dói?"
" Filha, as vezes a vida é injusta... mas não ache que será sempre assim, tá? Agora pega o chocolate que você tanto queria!"

É engraçado o modo que o mundo se move. Pessoas se conhecem, se apegam e se despedem, e vezes que nem despedida tem - e é bem pior quando isso acontece - e eu fico tão chateada em perceber que o mundo é assim. É do jeito e da vontade de Deus, mas poxa, será que alguma vez vai ser do jeito que eu quero? Será que pelo menos uma vez na vida eu não encontre a manicure perfeita? Já que homem perfeito não existe mesmo. E tudo o que é perfeito pode estar em qualquer lugar menos na TERRA. Onde seres humanos e estúpidos habitam e magoam os coraçõezinhos das "Misses Independents".
Daquelas que se acham autosuficiente e muitas vezes são muito mais que isso, não precisam de ninguém porque trabalham, estudam, correm atrás... ou não fazem nada disso e se acham independentes (que é o meu caso) mesmo assim. Ser independente no meu conceito não é pagar suas próprias contas, mas é conseguir viver de acordo com as suas vontades e não chorar com despedidas.

Sim, se despedidas existem, eu tenho que me conformar com isso, certo? Errado. Despedidas existem e vão doer cada vez que acontecerem. Você terá levado tempos a se acostumar com aquilo ou aquela pessoa, e algum dia, cedo ou tarde essa pessoa vai embora. Pra sempre, por insegurança, por covardia sua ou dela. Se essa pessoa for bem covarde, ela vai colocar toda a culpa nela e te isentar disso, já que ela te conhece e sabe que você pode chorar litros, engordar muito ou se revoltar contra o mundo... mas se ela for um ser humano digno dos seus sorrisos mais sinceros, das suas ligações desesperadas só pra ouvir um "oi, pensei em você agora e resolvi te ligar" ela vai te dizer que errou e que a hora de ir chegou, por isso nada do que você diga, ou tente convencê-la vai dar certo. Pra ela ter tido a vontade de ir embora foi porque alguma coisa não deu certo no ínicio, no meio ou no final. Ela pode ter considerado a possibilidade de nunca ter sentido algo real mesmo por você, como alegará que você sente por ela. Meus caros, nos resta, a conformidade. Adeus foi inventado pra ser dito como plano B pra algum desesperado.

Mas pode ser que você seja a pessoa mais sortuda do mundo, e se você for mesmo erga as mãos ao alto e agradeça o Mais Elevado, porque sim, você é uma EXCEÇÃO.
Se você for como eu, lamente, porque o universo conspira contra! O passarinho pode ter uma extensão de 293802983901 km, ele vai cagar justo em cima do MEU ombro! O babaca do cara que eu gosto, poderia falar tchau pro papagaio dele, pro vício do cigarro, para aquela ex dele, biscatiiiiinha que só, mas não, ele vai falar tchau justo pra MIM!

Então quer saber?
Whatever!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Fighting for your soul.

Comendo coisas engordativas em meio às palavras cansadas e de alguma forma repetidas, ela sente que o futuro, além de próximo estar, pode quem sabe melhorar... se depender dela, irá. Porque ela sabe que tem que lutar para as coisas acontecerem, pra ela pelo menos ser fortalecida em busca daquilo que ela tanto procura.
Ele então sem pensar muito no que isso causaria, assume que o que tiveram não passara de uma mera diversão, dessas totalmente descartáveis, fazendo com que a mente e o coração dela se despedacem pela quadragésima vez. Mas pudera, ela nunca tivera o levado a sério. Para ela, ele foi muito mais diversão... porque a ela faz bem fazer planos e pensar que 'homens' são sinais de força afetiva. São, e poderia usá-lo quantas vezes quisesse, e requisesse... Ela até poderia investir um pouco mais e fazê-lo se apaixonar perdidamente como já fez algumas vezes nessa transloucada vida, porém ele não é merecedor.
Ela dentre os defeitos, tem milhares e incontáveis qualidades que só se vê se escavar! E tem muita mutreta por trás disso, ela não é tão fofa quanto se percebe... aliás, ela pode ser tudo, menos fofa.

- Pode ir, mas vá mesmo, e não volte mais, mesmo quando souber ao certo quem sou eu e tudo o que você acabou de perder.

E de alguma maneira meio rotina ela o deleta, esquece os bons pensamentos que a ele emanava, e já tem algum outro contato divertido em mente para passar o final de semana friorento. Incrível, mas ela como ninguém tem mais que um certo poder de persuadir. Consegue até ME convencer. Pudera, de onde foi que saiu tanta habilidade verbal?
Aparentemente ela é louca, fala alto demais, tem coisas a contar, mas... como pode? Seria ela a última pessoa em que eu pensaria ser quase tão malvada quanto meu subconsciente.
Acaso, destino, mera coicidência, astrologia, ou qualquer outra coisa que a sociedade impõe a fim de nos responder perguntas sem respostas, parece tão pequeno quando se comparado ao sorriso que ela tem... é MAGNÂNIMO!
Com o coração em uma bandeja, ela quer que alguém a entenda... mas pra que? Ela não precisa disso. Antes de tudo e qualquer pessoa, ela tem amor próprio!

E enquanto isso? Luta pela sua alma. Entre o céu e a terra, posto que sua vida tem uma missão que só se é cumprida quando alguém chega dizendo oi... ou volta dizendo tchau pra sempre.

sábado, 3 de abril de 2010

Necessário esperado recomeço

Sentada no banco da estação esperando o próximo trem chegar, ela olha no relógio impaciente e passa a música que toca em seus ouvidos. Mastiga com força umas três vezes o chiclete antes de fazer uma bola e estourar e se pergunta quanto tempo que o tempo ainda vai demorar pra virar. A hora então passa e ela promete a si que mudará suas táticas e estratégias de jogo e vida, vida e jogo.
Desenha no ar suas prioridades e as refaz a cada instante em que vê que tudo é importante da mesma maneira, como se todas as suas energias estivessem sendo carregadas no tópico 1º. Então o trem chega e a apanha para levá-la algumas estações a frente, enquanto no mesmo se encontram almas solitárias, preocupadas com suas contas a pagar, outras tantas pessoas lendo seus jornais, seus livros e tentando encaminhar suas vidas para o rumo de qual saíram predestinadas a tentar mais uma vez, por mais um dia.
16h marcam no ponteiro da estação, o sol de meio-dia quase acabando, mas ainda é fácil sentir o calor senegal que corrói o seu couro cabeludo e a preocupa mais do que o necessário... então ela espera o momento certo de cair pra poder se levantar.
Contadas as 7 estações que teve que passar, ela então sai do trem rumo ao único lugar em que a paz realmente lhe alcança: seu quarto, seu canto, seu manto, seu pranto. Lá ela pinta e borda os segredos triviais de sua mente tantas e outras vezes assustadora. Repassa o esmalte surrado e deita na cama com o suor do dia todo, das pelejas internas que travou consigo mesma.
Espera encarecidamente por alguém que consiga ler sua alma num piscar de olhos e resolva seu problema de carência afetiva em sol, fa, si e ré menor... sem pedir pedágios ou cobrar honorários. Ela sabe que só conseguirá se tiver a calma necessária, um recomeço nunca é fácil, mas é preciso. Tão preciso e exato quanto expirar e inspirar. E transbordar e transparecer, pra rejuvenescer ou quem sabe não envelhecer. Para fazer com que as horas passem mais devagar e façam algum sentido.