segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Excesso de contingente, tá doendo meu dente.

E aquela minha famosa e velha lente de aumento pensamentística volta para o tormento. Dessa vez, em forma de leitura, em dois dias, dois livros de muitas páginas. Em um deles, a surpresa de uma garotinha que vivia em Paris no ano de 1930, cujo lindo nome, é igual ao meu. Que surpresa fora, já que nesses últimos dias tantas coisas têm me acontecido. Consigo balbuciar um sorriso no canto da boca, fechando os meus olhos e imaginando tantas coisas boas... porque abro os olhos, e vejo que a realidade não me é cruel quanto fora sido há alguns dias atrás.
Se passara um mês desde que eu fui embora, um mês em que ninguém sente a minha falta, um mês que me entrego às pessoas e saídas noturnas de que nada me acrescentam.
Algumas horas em que eu estudo incessantemente, planejo incessantemente, durmo e acordo nos incessantementes. Sonho com pelejas em que eu ganho. Sonho com batalhas perdidas porém passadas... sonho com abraços, sonho com um carinho que eu costumava ter, e hoje só posso reaver em sonhos. Acordo com a cabeça explodindo, usando minha dor para impulsionar em força de vontade, em coragem, em bravura, em dias honrosos... em que eu saberei ter merecido e chegado aonde tanto almejava.
Não sinto mais falta de tantas pessoas, embora consiga contar muita falta em uma de minhas mãos. E na outra, a negativa de tudo isso, transformando a dor em alegria. De que maneira me pergunto?
Criando personagens, histórias, lugares, lembranças. Consigo fechar os olhos e visualizar a maior cidade do Brasil pulsando fortemente dentro do meu peito, ultrapassando o coração, chegando ao meu corpo todo cansado em fração de segundos. Solidão tem me sido companheira, de dias derradeiros, sabendo que me falta pouco a ser completado. Um sorriso, um cheiro, uma saudade...
Excesso de pensamento nunca me fora uma boa opção. Já a realização deles, sim...
Fim, fim ao pranto, ao choro no canto, ao choro no quarto, ao par de sapato. Fim àquilo que foi ruim pra mim, a saudade sem fim, sai de perto de mim.

domingo, 9 de outubro de 2011

Ainda há chão e trajetos, e projetos, e protestos.

Digamos que a minoria de tudo eu já sinta uma melhora. Estimava-se que eu não aguentaria tanta dor, e como eu sempre soube que no fundo do meu poço tinha molas e energia solar, eu me prontifiquei a melhorar, não só como pessoa e caráter e toda a beleza que isso engloba, não prometi e nem jurei, mas vou fazer o que eu preciso fazer.
Sei que não vamos nos encontrar mais tão cedo, apesar de não confortante penso que pensas o mesmo... penso que se não pensares, diferença nenhuma faz, pois os fatos tem sido os mesmos há dias. Estou sobrevivendo de uma maneira até que guerreira. Tenho me sentindo confortada quando sinto o vento em meu rosto, quando vejo o sol brilhar mais quando peço para sair de trás das nuvens - e ele instantaneamente o faz -, quando saúdo a vida e aos bons dias que estão por vir. E virão. Estou me preparando para a chegada deles, pois o meu triunfo é esse, o meu incerto futuro. O meu passo certeiro para o novo mundo, a minha indagação e indignação que resultam em todas essas coisas que eu nunca consigo explicar... só viver.
Vivendo vamos, pensando estamos, e nesses finais de semana felizes, penso que pensas o mesmo... E se não pensares, diferença não me faz. Embora faça falta. Embora doa.
Seguindo estou. E penso que fazes o mesmo...