E aquela minha famosa e velha lente de aumento pensamentística volta para o tormento. Dessa vez, em forma de leitura, em dois dias, dois livros de muitas páginas. Em um deles, a surpresa de uma garotinha que vivia em Paris no ano de 1930, cujo lindo nome, é igual ao meu. Que surpresa fora, já que nesses últimos dias tantas coisas têm me acontecido. Consigo balbuciar um sorriso no canto da boca, fechando os meus olhos e imaginando tantas coisas boas... porque abro os olhos, e vejo que a realidade não me é cruel quanto fora sido há alguns dias atrás.Se passara um mês desde que eu fui embora, um mês em que ninguém sente a minha falta, um mês que me entrego às pessoas e saídas noturnas de que nada me acrescentam.
Algumas horas em que eu estudo incessantemente, planejo incessantemente, durmo e acordo nos incessantementes. Sonho com pelejas em que eu ganho. Sonho com batalhas perdidas porém passadas... sonho com abraços, sonho com um carinho que eu costumava ter, e hoje só posso reaver em sonhos. Acordo com a cabeça explodindo, usando minha dor para impulsionar em força de vontade, em coragem, em bravura, em dias honrosos... em que eu saberei ter merecido e chegado aonde tanto almejava.
Não sinto mais falta de tantas pessoas, embora consiga contar muita falta em uma de minhas mãos. E na outra, a negativa de tudo isso, transformando a dor em alegria. De que maneira me pergunto?
Criando personagens, histórias, lugares, lembranças. Consigo fechar os olhos e visualizar a maior cidade do Brasil pulsando fortemente dentro do meu peito, ultrapassando o coração, chegando ao meu corpo todo cansado em fração de segundos. Solidão tem me sido companheira, de dias derradeiros, sabendo que me falta pouco a ser completado. Um sorriso, um cheiro, uma saudade...
Excesso de pensamento nunca me fora uma boa opção. Já a realização deles, sim...
Fim, fim ao pranto, ao choro no canto, ao choro no quarto, ao par de sapato. Fim àquilo que foi ruim pra mim, a saudade sem fim, sai de perto de mim.
