sábado, 29 de maio de 2010

Sussego inspirador.

É, daqueles em que a gente acorda dizendo pra nossa mente que hoje vai ser o dia em que vai sair um puta texto. Então levanto, vou direto pra copa onde se encontra minha família, sento na cadeira ainda meio desacordada e coço meus cabelos... pensando em como montar ou criar um texto legal pra impressionar. Mas ninguém me pergunta se eu dormi bem... ninguém quer saber realmente o que eu penso - pode ser que na verdade saibam que o que eu penso vai de certo, na contramão do mundo inteiro, pensamentos e sociedade. Sabem lá no fundo que é perigoso me dar a atenção que eu quero-preciso-mereço, por ser revolucionária demais... e os revolucionários causam um certo desconforto pro mundo. - Então crio uma certa expectativa sobre mim, talvez imaginando o que mais serei capaz de expressar, de sentimento pra palavra, de ação pra proceder... e é aí que percebo que minhas expectativas estão indo pelo ralo.
Eu mesma me engano. Eu estou só... e nessa caminhada eu tropeço nos buracos, muitas vezes caio e me machuco... e não tenho a quem recorrer.
Queria poder ter a certeza de que minha presença é vital pra alguém... pra algum amigo, algum irmão, talvez pra minha cachorra da frente ou do quintal. Pra alguma amiga que mora longe ou que há tempos não converso ou vejo, mas ninguém é vital... ninguém é insubstituível. O ser humano tem a tendência de trocar pessoas por objetos ou prioridades, e não adianta culpar alguém, pois muitas vezes vejo que também sou assim, ora sou pior, outra quem sabe melhor.

Acho que eu estou meio carente, meio sensível... talvez mais humana. Mais propensa a ouvir minhas falhas e quem sabe corrigir meus passos. Mas alguns laços não desatam, e o que eu posso fazer? Gostaria de poder ser um orgulho pros meus pais, uma amiga mais presente e menos errante... menos inconstante, mais intensa.
Lamento por muitas vezes querer que as coisas sejam apenas do meu jeito, mas elas nunca são, e mesmo assim eu continuo querendo. E mais uma vez me vejo sozinha, reclamando meus sentimentos para um blog que uma meia dúzia de alguém que quer perder uns 3 minutos acabam lendo... mas nada muda. Nunca muda!!!

E num sábado meio quente ou frio, saio com algum rumo e por ironia do destino acabo indo pra outro canto, encontro alguns amigos meio que inesperadamente, digo um oi meio tímido - daqueles que não quero que seja apenas um oi... mas que naquele singelo oi possa ser explicado quanta saudade coube no meio do tempo em que não os vi - e daí tiro o restante dos parágrafos chave que inspiram minhas redações... onde fazem meus temas virem livres... coloridos, estáticos, felizes e POR SI SÓ especiais.
No tempo certo de dois minutos eu descubro o final do meu texto, o final dos meus dias, da minha noite... eu sei que vou sentir saudade de novo, e que muitas coisas não vão mudar por mais que eu queira, mas a guerra nunca acaba porque um lado pede arrego...
e diferente de alguém que desiste, eu não vou entregar meus pontos, porque minhas histórias só vão ter um fim quando eu quiser.

E esse não é um fim, é mais um novo começo de era. De gente fina, elegante e sincera. E quem sabe de surpreendentes novos caminhos a serem descobertos? Pedacinho por pedacinho.
Assim eu vou fazendo o meu caminho, você vai fazendo o seu. E reunidos contaremos nossas experiências, as que doem, as que nos dão prazer, as que nos satisfazem, as que nos entristecem, as que nenhum vai ter apoio do outro. Sentados na mesa de um bar, na do restaurante, na cadeira do cinema, da escola, da praça... do velório se for preciso.

Hoje alguma coisa mudou, desesperadamente alguém quer dar um grito de felicidade ao mundo: PORRA, ISSO REALMENTE ACONTECEU? QUE DAHORA!
Eu não dei esse grito, e não estou dando nesse momento, mas minha alma e meu coração sente que de algum lugar esse grito ecoa até meu sentimento, fazendo meu coração bater forte e com pulsadas de adrenalina... e estranhamente não sei de onde vem, mas ele não me faz sentir coisas ruins... ele me mostra que alguém deu um grande passo na experiência de vida pessoal.
Com calma eu continuo seguindo os meus caminhos, olhando pra trás eu vejo uma sombra, como se fosse alguém vindo em minha direção, mas não vejo a forma física. Apenas a sinto, pra ser mais exata.
E sem saber o que é, eu a saúdo, e estou a espera de que chegue até mim. Seja lá o que for eu não vou temer, baterei de frente com o que for, da maneira que for. Alegria ou tristeza, eu estou aqui e não vou cair!!!

Uma parte de mim quer que tudo isso se dane! E a outra metade se sente triste por ter um outro lado indiferente. Em qual hemisfério meu coração se encontra nesse momento ninguém pode dizer. Só consigo sentir!

sábado, 15 de maio de 2010

A hora certa ninguém sabe.

Ninguém sabe quando vai precisar dizer tchau sem esperar rever o ente querido, ou ninguém avisou que as pessoas não viriam com manual, se o indivíduo quer, ele tem que conquistar. E uma verdade seja dita, já que respeito a gente sabe que se luta pra ter. Consideração, carinho, afeto e amor e saudade vem junto no pacotinho.
Para se ter alguém precisa muito mais do que ter bons momentos juntos... e é na hora da aflição que a gente sabe se conquistou ou não. Ainda bem que eu conquistei e viverei mais em paz por isso.
Alguém se foi... alguém que teve uma linda passagem pela vida, alguém que brilhou muito antes e com certeza irá continuar brilhando VIVO nas minhas lembranças, alguém que me considerou e teve a minha consideração da forma mais recíproca possível.
Jonatas Luiz Amadeu Martins, esteja em paz!
Mas não tive tempo de me despedir, e isso dói. Assim como eu sei que ainda vou perder muitas despedidas, prefiro pensar que vou fazer minha parte enquanto há vida, enquanto há tempo... para que a minha consciência se alivie quando chegar a hora da partida. Acho que pela minha primeira vez eu fiz a minha parte... e de certa forma me sinto melhor por isso.
E vou vivendo de forma que quando chegar a hora de dizerem tchau para mim, as pessoas tenham ótimas lembranças e lembrem de mim do jeito que estou agora.
Vivo para fazer o bem.


O sentimento é de grande perda... e eu diferentemente da nação humana, não lido bem com perdas, não me inspiro nem me torno alguém melhor para escrever. Portanto, é isso.

sábado, 8 de maio de 2010

Um, dois, três. No quarto eu paro.

Mais uma dose de alegria... e ter alegria é um dos sentimentos/fatos/atos mais concretizados e honrados, diga-se de passagem que já ouvi falar pela galáxia.
Naquela tarde ensolarada, em uma outra cidade um tanto quanto longe da minha casa, ouço tantos barulhos que chego a me perguntar porque a vida é tantas vezes tão cansativa. Me questiono qual seria a esperança de tantas pessoas que tem vivido justamente por viver, como podem ser tão menos felizes que eu?
Nessa escala de querer saber quem é ou não feliz, decido ser feliz mesmo quando sei que não conseguirei, porque eu tenho uma esperança, eu sei que mesmo quando meu copo de alegria estiver pela metade, ainda sim ele não estará completamente vazio, e a diferença entre a metade cheia e a metade vazia não é muita, basta apenas saber observar e notar que a diferença é o fato de ainda ter goles dentro, mesmo que seja pouco. E eu vou bebendo os goles que a vida me dá, de aprendizado, tranquilidade, felicidade e alegria (que mesmo que pareçam ser iguais, não são).

Naquele momento eu quis voltar pra casa, e voltei correndo, contando os segundos pra deitar na minha cama e saber que tenho quem cuide de mim, quem me ame e quem não vai me abandonar... e quanto mais eu cresço e tenho vontade de ir embora, mais penso quando vai ser o tempo em que eu terei a mesma vontade de voltar, só peço que não seja tarde e que meu espaço ainda esteja vago me esperando para o completar. E dei o terceiro gole de alegria, que foi saber que no mesmo instante em que eu tive vontade de voltar pro meu canto, só bastava eu subir os degraus e me assentar na cadeira enumerada e esperar a volta.

Correria, stress, trabalho, falta de dinheiro e o tanto de preocupações acumuladas é o que fazem as pessoas enxergar o copo vazio e absolutamente sem gosto e nem cor. Calma. Ainda há vida, há chances pra lutar. Só é preciso parar de fazer planos e começar a concretizá-los... sonhos vem e sonhos vão... e o que fazer talvez eu não saiba, mas mesmo não sabendo ainda prefiro lutar.
Porque se a vida não é do jeito que eu quero, eu faço ser... eu faço acontecer!
Eu vivo, e bem ou mal, eu quero mais um gole de alegria, estou com sede de viver, de vivência e experiência... um, dois, três. No quarto eu paro. Na cama eu deito... e só vou acordar amanhã!

domingo, 2 de maio de 2010

Fazendo as pazes com a minha alma.

Depois de tantos desencontros, de tantas idas sem vindas, depois de ter batido tanto a cabeça que quase cheguei a perder a fé no mundo, levei um levanta-sacode-a-poeira-dá-a-volta-por-cima que me fez re-acordar pra vida, pra minha essência e praquilo que outrora fui. Não que eu tenha deixado de ser, mas que muito provavelmente tenha andado rápido demais e esquecido de levar comigo... passos acelerados nos causam danos ofensivos à saúde, ao coração, à mente e a alma.
Agradeço ao Mais Elevado por ele não deixar minha alma ir tão longe que não pudesse voltar, e me fazer abrir os olhos e ver que nunca é tarde demais.

Acordei num sábado mais ou menos, sem ter feito o que me era de costume, que era ir a igreja... não fui porque na sexta-feira não tinha ido dormir de bem com o mundo. Mas mais uma vez eu agradeço por ter a chance de consertar as coisas, e apesar de não ter acordado de manhã, logo após o almoço deu tempo de dar o nó cego, sabe, aqueles quase impossíveis de serem desatados? Ainda bem que isso existe.
E decidida a fazer o certo de uma vez por todas o que eu preciso fazer... elevar minha mente e dispensar o que eu não preciso comigo.

Eu não sei até onde o meu entendimento vai... não sei até onde meu cérebro será capaz de explicar o que eu penso ou sinto, e tudo o que eu peço é um pouco mais de paciência pra vida... ainda estou me acostumando com os detalhes maiores que é preciso ter quando se é gente grande.
Respiro bem mais aliviada agora tendo a certeza de que o que é realmente meu, não pode ser considerada a possibilidade de ser tirado de mim, e se foi por algum erro meu, ou descuido, que sirva de lição correr atrás pra pegar de volta. E que não se repita... né? NÉ DONA ISABELLE? Pára de ser teimosa e viva a sua vida de forma mais amena... será feliz do mesmo jeito ou até mais.


Cresci. Demais. Agora é a hora.
De bem com o mundo. Fé em Deus.