Meu ano até novembro não foi em média bem produtivo porque não fiz o que tinha planejado.
31 de dezembro de 2OO9 em alguma praia do Rio de Janeiro eu me propus a não planejar se não fosse cumprir. A não prometer, pra caso de não ficar mal vista por minha própria concepção se não exercesse os pensamentos. Só jurei ser um ser humano melhor, a tentar crescer na adversidade, me tornar mais concreta nos atos e pensamentos... e eu consegui. Posso me orgulhar de alguma atitude minha, sem ter vergonha. Sou mais ativa hoje do que fui na mesma data do ano passado, cresci muito mais, abri minha mente e vi que envelheci mentalmente uns 10 anos.
E eu erro, tenho muitos defeitos, e faço as pessoas sofrerem mesmo sem ter a intenção. Gostaria de poder ser alguém um pouco melhor vista perante as pessoas, mas eu sou assim, essa é a minha carga genética. Não tenho vergonha do que eu sou. Esse é o preço que eu vou pagar enquanto eu viver: Cativar uns e 'des'cativar outros. A vida é assim... não me importo mais com o que ela me traz de ruim. Só me importo com o que vale mesmo... me sentir viva, saber que tenho entes que prezam por mim, poder olhar pra minha Vó e saber que ela me ama... ver que minha mãe não me abandona, e que apesar de alguns percalços o meu relacionamento com o meu pai ainda existe. Respiro aliviada, mas sei que num 'amanhã' bem próximo eu vou magoá-los novamente (mesmo sem a intenção -repito)
Longe dos contos de fadas, de onde os finais acabam felizes e nem quero só ter tempos felizes... porque não os tenho sempre, de fato, mas quando eu tenho sei que são momentos meus e no meu tempo 'definitivo' que mesmo que passe, não vai embora. Graças a mim!
Graças a Deus por me permitir viver e lembrar.
Sou inadequavel, do tipo que não se molda a nada, só me moldo no que eu quero e preciso conforme a minha necessidade. Uma forma de egoísmo social para prosseguir desencanadamente.
Vivo assim, a todo o vapor. Sem medo de parar, sem medo de errar, sem medo de arriscar.